Uma criação artística do Pakudyptes hakataramea.
Crédito/Imagem: Tatsuya Shinmura / Museu de Paleontologia Ashoro.
Recentemente, foi descoberto na Nova Zelândia um pinguim antigo e de tamanho diminuto, batizado de Pakudyptes hakataramea. Esse pinguim, que viveu há cerca de 24 milhões de anos, durante o final do período Oligoceno, era semelhante em tamanho ao pinguim-azul (Eudyptula minor), o menor pinguim existente hoje, medindo entre 40 a 45 cm de comprimento.
O Pakudyptes hakataramea apresenta adaptações anatômicas notáveis que permitiam que ele mergulhasse, preenchendo uma lacuna morfológica entre os pinguins modernos e seus ancestrais fósseis. Segundo o Dr. Tatsuro Ando, paleontólogo do Museu de Paleontologia de Ashoro, a forma dos ossos das asas desse pinguim diferia bastante dos pinguins modernos, oferecendo pistas valiosas sobre a evolução das asas dos pinguins ao longo do tempo.
Surpreendentemente, enquanto as articulações dos ombros das asas de Pakudyptes hakataramea eram bastante semelhantes às dos pinguins atuais, as articulações dos cotovelos lembravam mais as dos antigos pinguins fósseis. Esse é o primeiro pinguim fóssil encontrado com essa combinação única, tornando-o um "fóssil-chave" para desvendar a evolução das asas dessas aves marinhas.
Os restos fossilizados de Pakudyptes hakataramea — incluindo um úmero, fêmur e ulna — foram encontrados no Vale de Hakataramea, em South Canterbury, durante uma série de expedições de campo realizadas em 1987 pelos paleontólogos Craig Jones e Professor Ewan Fordyce.
A análise da estrutura interna dos ossos, comparada com dados de pinguins modernos, revela que esses pinguins antigos possuíam características microanatômicas que indicam habilidades de mergulho. O Dr. Carolina Loch, paleontóloga da Universidade de Otago, observa que, embora o córtex ósseo de Pakudyptes hakataramea fosse relativamente espesso, a cavidade medular, que contém a medula óssea, permanecia aberta, similar ao que vemos no pinguim-azul moderno, que tende a nadar em águas rasas.
A capacidade de Pakudyptes hakataramea para mergulhar e nadar estava intimamente ligada à combinação distinta de seus ossos, contribuindo para a diversidade ecológica que caracteriza os pinguins modernos. Segundo Dr. Loch, a rápida evolução dos pinguins entre o final do Oligoceno e o início do Mioceno faz de Pakudyptes hakataramea um fóssil importante desse período, especialmente por seu pequeno tamanho e sua combinação única de ossos.
Essa fascinante descoberta foi descrita em um artigo publicado no Journal of the Royal Society of New Zealand.
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