A cosmologia é o campo da ciência que estuda o universo como um todo, tratando-o como um único objeto físico. Os cosmologistas buscam entender as origens, a história, a evolução, o conteúdo e o destino final desse vasto espaço que chamamos de lar.
O marco inicial da cosmologia moderna aconteceu há cerca de cem anos, quando o astrônomo Edwin Hubble fez duas descobertas impressionantes: ele constatou que as galáxias existem e que estão muito distantes de nós, além de observar que essas galáxias estão se afastando. Em outras palavras, Hubble revelou que o universo é imenso e que está em constante expansão.
A cosmologia moderna se baseia na teoria do big bang, que afirma que, há muito tempo, o universo era menor, mais quente e mais denso do que é hoje. Temos uma quantidade substancial de evidências que sustentam essa ideia, mas isso não significa que entendemos tudo o que gostaríamos sobre o funcionamento do cosmos.
Na verdade, há dois grandes enigmas em nossa compreensão. O primeiro é a matéria escura, descoberta na década de 1970. Pelo que sabemos, a matéria escura é composta por um tipo de partícula ainda desconhecida, com propriedades misteriosas. Ela não interage com a luz nem com a matéria comum, mas representa a maior parte da massa existente no universo.
O segundo grande enigma é a energia escura. No final dos anos 1990, duas equipes de astrônomos descobriram que a expansão do universo está acelerando. Isso significa que o cosmos não apenas está se tornando maior a cada dia, mas que essa expansão está ocorrendo de forma cada vez mais rápida. Diante dessa descoberta, e sem saber exatamente o que estava acontecendo, os cientistas batizaram esse fenômeno de energia escura.
Para explicar essa expansão acelerada, a energia escura corresponde a cerca de 70% de toda a energia de massa do universo, dominando completamente o restante, inclusive a matéria escura. Portanto, a cosmologia moderna se encontra em uma posição um tanto estranha.
Sabemos com confiança coisas notáveis, como o fato de que o universo tem 13,77 bilhões de anos, ou que todos os átomos de hidrogênio foram formados quando o cosmos tinha apenas uma dúzia de minutos de existência. Temos evidências robustas que sustentam essas afirmações, o que nos dá segurança de que estamos no caminho certo. No entanto, ainda nos falta uma compreensão clara sobre a maior parte do conteúdo do nosso universo.
Sabemos como a matéria escura e a energia escura se comportam, mas não sabemos o que elas são. O grande desafio na cosmologia moderna é continuar medindo as propriedades dessas entidades com a maior precisão possível, na esperança de que algo interessante e revelador surja. Um dos resultados mais recentes veio da pesquisa PANTHEON+, que mediu as posições precisas de cerca de 1.500 supernovas.
Utilizando esses dados, a equipe por trás do estudo concluiu que o nosso universo é composto por 66,2% de energia escura e 33,8% de matéria escura e matéria normal (sendo a maior parte matéria escura). Infelizmente, o estudo PANTHEON+ não trouxe novas revelações sobre esses mistérios, então continuaremos a explorar e buscar respostas.
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Fonte: Artigo com base em https://www.discovery.com
Fonte: Artigo com base em https://www.discovery.com
