Venezuela Apela à ONU contra "ameaça direta" de frota naval dos Estados Unidos.

0
O cenário geopolítico no Caribe atinge um novo pico de tensão com a significativa mobilização de forças navais dos Estados Unidos na região, uma ação que o governo venezuelano classifica como uma "ameaça direta". Em resposta, a administração de Nicolás Maduro não apenas mobilizou milhares de soldados e milicianos, mas também levou a questão à Organização das Nações Unidas (ONU), acusando Washington de violar tratados internacionais.



A operação norte-americana, justificada como um esforço de combate ao narcotráfico na América Latina, envolve um contingente robusto. Relatórios indicam o deslocamento de sete navios de guerra, incluindo destróieres, navios de assalto anfíbio e um submarino de ataque de propulsão nuclear, transportando aproximadamente 4.500 militares. A Casa Branca declarou que o presidente está preparado para utilizar "todos os elementos do poder americano" para conter o fluxo de drogas para o país.

Do outro lado, o governo venezuelano reagiu prontamente. O presidente Nicolás Maduro anunciou a mobilização de milhares de militares para a fronteira e promoveu um alistamento em massa para a Milícia Bolivariana, um corpo civil armado, com o objetivo de "garantir a paz" e defender a soberania nacional.

Em pronunciamento, Maduro denunciou a presença de um submarino nuclear na região, afirmando ser uma violação do Tratado de Tlatelolco, que proíbe a presença de armas nucleares na América Latina e no Caribe. O líder venezuelano declarou:

"Foi violado o Tratado de Tlatelolco, que proíbe a mobilização, a utilização e a fabricação de armas nucleares em todo o território da América Latina e das Caraíbas. [...] Nunca nenhum país da América Latina e do Caribe tinha sido ameaçado com um submarino nuclear."

Caracas formalizou sua denúncia junto à ONU, solicitando a intervenção do secretário-geral, António Guterres, para "restaurar o bom senso" e conter o que considera uma escalada hostil que ameaça a paz no hemisfério.

A crise se intensificou após o governo dos EUA designar o "Cartel de los Soles" como uma organização terrorista, acusando altas figuras do governo venezuelano, incluindo Maduro, de liderá-lo. Washington também elevou a recompensa por informações que levem à captura do presidente venezuelano. O governo da Venezuela nega a existência do cartel, afirmando ser uma invenção para justificar uma possível intervenção militar.

Enquanto a diplomacia busca caminhos para a desescalada, a expressiva movimentação militar de ambas as partes eleva a instabilidade na região, colocando a comunidade internacional em estado de alerta máximo.

#eua #venezuela #crise #geopolitica #noticiasdomundo #tensao #militar #americalatina #relacoesinternacionais #ultimasnoticias

Postar um comentário

0Comentários

Postar um comentário (0)